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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

“Cá estou eu, me entupindo de sorvete de creme e atualizando MySpace e Twitter. Olá pessoas, animais, plantas, protozoários, mutantes, enfim, quem estiver lendo isso.” Escrevi no Twitter, devorando minha última taça de sorvete, esticada na cadeira confortável da escrivaninha, com os pés apoiados na mesa (n/a: eu to comendo sorvete de creme nessa posição /niguémperguntou), vestindo minha t-shirt de flanela cinza, meu velho cardigã listrado roxo e verde, meu shorts de stretch para dormir, meia de lã e uma pantufa de ornitorrincos. Eram duas horas e quinze da manhã de sábado, e eu não tinha sono. Os únicos que dormiam eram mamãe e Frankie. Papai estava com Joe vendo uma reprise de um jogo de baseball no canal de esportes, Kevin estava jogando Guitar Hero no quarto e Nick enchendo o saco para eu parar de comer sorvete no quarto.
- Cibelle ! Depois aparece uma barata no seu quarto e você fica gritando pela casa.
- Tá, tá, já cabei mesmo. – Desci e deixei a taça de sorvete vazia na pia.
Subi de volta ao corredor do meu quarto. Minha cabeça doía, por causa do sorvete. Pressionei o polegar no céu da boca e a dor parou. Vi Nicholas saindo da biblioteca, carregando um livro fino, o Alquimista, que tínhamos comprado na nossa ida ao Brasil. Mostrei a língua para ele.
- Chato.
- Você sabe que eu te amo. – Revirei os olhos. – Vai dormir, amanhã temos o dia cheio.
- Correção: Vocês têm o dia cheio. Eu não tenho absolutamente nada a ver com os compromissos dos Jonas Brothers.
- Tem sim. Não adianta, você vai amanhã com a gente. – Juro que não há nada mais chato do que ficar sentada em uma saleta, tomando um copo grande de café com canela, esperando N, J e K nas reuniões, photoshoots, gravações, whatever. Passei os braços no pescoço dele e fiquei na ponta dos pés para ficar da sua altura. Ofeguei, vendo seus lindos olhos castanhos me fitando, suaves e decididos.
- Por favor, irmãozinho? Eu não quero ir amanhã e provavelmente morrer entediada em meio a teias de aranhas e mofo. – Disse, olhando fundo nos seus olhos e fazendo a voz mais doce que podia, sabendo que, como sempre, provavelmente conseguiria o que queria. Vi seu olhar vacilar e sorri. Mas ele recuperou o sorriso convencido, envolvendo minhas costas e sussurrando no meu ouvido:
- Não, Cibelle . Vá deitar, irmãzinha. – Ele disse, abaixando a cabeça para encostar os lábios no meu ombro. Bufei, me soltando dele.
- Você me deixa louca, garoto! – Gritei para ele, descendo as escadas em direção a sala de TV.
- Boa noite, Joseph . – Disse, beijando seu rosto.
- Boa noite, Cibel .
- Boa noite, Pai, sua bênção.
- Deus te abençoe, filha. – Ele beijou minha testa.
Subi novamente, e fui até a porta do quarto de Nicholas . Bati.
- Entra.
Ele estava deitado na cama, recostado a cabeceira, lendo o Alquimista distraidamente, só com a calça do pijama, com o lindo tórax nu. Arfei. Pus a cabeça para dentro do quarto.
- Boa Noite. – Murmurei. Ele levantou os olhos do livro e veio em minha direção, abrindo a porta completamente.
- Boa noite. – Disse ele, beijando minha face. Segurou meu rosto entre as duas mãos, obrigando-me a olhar para ele.
- Não está com raiva de mim, está?
- Não. – O que não era mentira. Ficar com raiva de Nick era completamente impossível para mim. Ele soltou um murmúrio de satisfação.
- Acredite, você vai se divertir. Bons sonhos. – Saí do quarto, confusa. Dirigi-me ao quarto de Kevin . Ele estava jogado na cama, babando, ainda com a guitarra nos braços e o jogo ligado.
- Fala sério. – Murmurei, tirando cuidadosamente o brinquedo de suas mãos, desligando o Nitendo Wii e a TV, cobrindo-o na cama. Beijei levemente sua testa e apaguei as luzes do quarto.

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“Hello Beaultiful? How is…” Desliguei o despertador sonolenta. Eram seis e meia da manhã e eu não tinha dormido nada. Arrastei-me para o banheiro. Eu tinha olheiras horrorosas no rosto e meu cabelo estava parecendo uma vassoura velha. Corri para o banho, e deixei meus músculos tensionados se destravarem um por um na água fervendo, do jeito que eu gostava. O cheiro de camomila e lírios do meu xampu tomou conta do ambiente. Saí do banho e examinei minha pele no espelho, levemente corada pelo calor. Sequei o cabelo com a toalha e prendi-o em um desajeitado rabo-de-cavalo. Vesti minha velha skinny jeans, uma blusa roxa com uma estampa de bolinho na frente e meu All-Star rabiscado. Peguei o mp3 e o celular e desci, sentindo o cheiro de meu amado cappuccino berrando por mim na cozinha.
- Bom dia mãe. – Beijei seu rosto, correndo para a bebida quente. Peguei o copo e tomei até o final.
- Bom dia, amor, seu pai e seus irmãos estão te esperando no carro.
- A senhora não vai?
- Não, eu vou levar o Franklin na casa dos Lovato e depois ir ao supermercado fazer compras. (n/a: Não, dançar o tchan. Desculpe, voltemos a fic.)
- Tá né. Tchau, mãe, te amo. – Peguei o casaco e saí correndo.
Entrei no carro e desejei bom dia pra todo mundo. Papai ligou o rádio e estava tocando uma música da Demi, Get Back. Cantei junto e os garotos, e até papai me acompanharam. Chegamos, e papai nos levou para dentro de um prédio alto, e informou nossos nomes a recepcionista. Ela nos disse para irmos ao quarto andar.
Lá, uma mulher loura muito bem arrumada nos esperava.
- Olá, meninos, vocês querem começar pela sessão de fotos ou pela entrevista?
- Sessão de fotos. – Disse Nick, piscando para mim. Eu não entendi nada, mas sabia que iria ter que esperar muito.
- Muito bem, Cibelle Joseph, Kevin e Nicholas, vocês podem ir para a maquiagem.
- Eu? Mas eu estou aqui só de acompanhante!
- É mesmo? Porque nós havíamos pedido uma entrevista e uma sessão de fotos com todos os irmãos Jonas!
- Não se preocupe Lauren, ela fará as fotos e a entrevista. – Disse Joseph , sorrindo para mim.
- Muito bem, maquiagem, cabelo e figurino, garotos! – Fomos puxados para fora da sala.
- Podem ir falando! Que história é essa de entrevista?
- Feliz aniversário, maninha. – Disse Kevin , com um sorriso doce.
- Mas meu aniversário foi há três semanas atrás!
- Sabemos, e agora, você é uma mocinha de quinze anos. – Disse Joe .
- E daí?
- Daí, que nós resolvemos que já está na hora de você sair do anonimato. Queremos te apresentar para a fama. – Respondeu Kevin .
- E por quê?
- Camille. Olha só pra você: É bonita, sabe dançar como ninguém, canta como um anjo, é a melhor pianista que nós conhecemos, é carismática, encantadora, educada... Um talento nato. –Nicholas me olhou nos olhos, dizendo cada palavra com sinceridade. Senti meu rosto queimar, e encarei o piso.
- E é claro que você precisava de uma chance. – Completou Kevin .
- Mas a capa da... Qual a revista mesmo? – Perguntei.
- Seventeen. – Disse Joseph .
- Seventeen? OMG todos os adolescentes americanos lêem a seventeen!
- Exato. – Disse Kevin .
Resolvi calar a boca. Minhas perguntas estavam me enervando.
A moça que nos guiava nos indicou cinco cadeiras de cabeleireiro. Sentei-me entre Nick e Kevin. Um homem louro e aparentemente de trinta ou quarenta anos nos examinou.
- Vejo que temos uma carinha nova aqui. Você deve ser a pequena Cibelle ! Nossa você realmente hora o seu sobrenome! Que rosto, que cabelo! – Ele disse, soltando meu cabelo.
- Ah, obrigada? Mas, me desculpe quem é o senhor?
- O senhor está no céu e você pode me chamar de Louis. Agora, Agnes, Renée e Paola, vocês ficam responsáveis pelos meninos que eu cuido deste docinho! – Outras três mulheres foram até Nick, Joe e Kev.
- Qual estilo, meu bem? Roqueira ou Clássica?
- O melhor dos dois mundos. – Disse, olhando o meu reflexo no espelho com um sorriso torto.

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Voltamos para casa rindo de Louis e sua atitude um tanto “suspeita”. Ele na verdade havia feito um trabalho maravilhoso. Fez uma maquiagem assim , escovou meu cabelo, depois o prendeu num coque e secou, fazendo-o ficar assim http://i32.tinypic.com/11gsqko.jpg (n/a: sim, Gisele Bündchen é Diva. Fala sério, o cabelo dela é incrivelmente perfeito *-* imaginem isso com franja), parecido com o que é naturalmente, só que mais arrumado. Na hora de me vesti, Louis me deu uma roupa assim. Ao me ver pronta, ele ficou dando gritinhos e dizendo coisas como “fabulosa!” (n/a: se não gostou imagina outra.)
Durante as fotos, tudo foi bem divertido. No começo eu fiquei meio tímida, afinal, aquele era meu primeiro photoshoot, mas, depois, fui me soltando. A foto que iria para a capa da revista mostrava os três me segurando, como já haviam feito com mamãe e Frankie. A foto que iria para a capa da entrevista mostrava eu, com o braço direito nos ombros de Joseph e o esquerdo nos de Kevin , com a cabeça apoiada no ombro de Joe e a mão de Kevin enlaçada na minha cintura. Nick me abraçava por trás, com o queixo apoiado no meu ombro esquerdo. Todos sorriamos serenamente.
Escolhemos mais três fotos, minhas com cada irmão separadamente. Na primeira estava eu, sentada no colo de Joseph , com a cabeça apoiada em seu peito, sorrindo. Ele me aninhava paternalmente e sorria também.
A segunda foto foi a mais espontânea. Estávamos todos brincando no meio da sessão, e em um momento, eu pulei nas costas do Kevin , rindo de boca aberta, e ele ria também, me segurando com as mãos na parte de trás dos meus joelhos. O fotografo resolveu tirar uma foto da cena, e ela ficou tão boa que a escolhemos.
A última foto era minha com Nick . Ele estava com o corpo virado para a câmera, sorrindo para mim - como só ele sabia fazer - que estava virada de lado, encarando ele. Suas mãos envolviam minha cintura carinhosamente, e eu tinha um braço apoiado em seus ombros e a outra mão brincando com seu cabelo. Eu sorria, boba.
A parte da entrevista foi a que me assustou mais. Saber que em breve, várias pessoas estariam lendo cada palavra que eu dissesse me assustava um pouco. Eu teria que escolher muito bem as palavras.
A entrevistadora disse que a entrevista iria ser em um café, perto da redação, para que nós pudéssemos nos sentir mais confortáveis. O lugar estava vazio. Parecia até que sabiam que nós iríamos para lá. A moça ligou o gravador.
- Vamos começar. A primeira pergunta vai para a Cibel , posso te chamar assim?
- Claro, como quiser.
- Como você está se sentindo na sua primeira entrevista?
- Muito nervosa. Na verdade, eu nem sabia que iria fazer isso até chegar aqui.
- Seus irmãos não te contaram?
- Nós queríamos fazer surpresa. - Explicou Kevin.
- Como um presente de aniversário atrasado. – Completou Kevin .
- Que presentão!
- Pois é. – Concordei. Ora, que garota não amaria ser entrevistada pela Seventeen?
- A próxima pergunta vai para os garotos. Como é a relação de vocês com a Cibelle ? Afinal, ela é a única irmã de vocês.
- Eu acho que isso só nos faz ter um sentimento de proteção maior para com ela. Ela é nossa pequena. – Respondeu Nicholas . Fiz uma careta. Eu não gostava de ser chamada de pequena, me fazia sentir... Pequena. Baixinha, como uma criancinha mimada.
- Proteção? E como vocês reagem aos namorados dela?
Por algum motivo, Nick ficou vermelho. Eu tive medo do olhar dele. Muito medo.
- Eu ainda não tive nenhum namoro sério, só casinhos mesmo. Ainda não apareceu ninguém especial o suficiente para isso. – Respondi, aliviando-me ao ver que ele havia recuperado um pouco sua cor normal.
- Bom, agora uma pergunta feita por uma leitora por e-mail. “Os seus cabelos são lisos como os do Joe ou cacheado como os de Nick e Kevin?”
- Eu não sei descrever o meu cabelo. Ele é meio mutante, a raiz dele é bem lisinha, mas ele vai criando umas ondas fraquinhas no comprimento e forma uns cachos grossos nas pontas.
- Como uma Jonas, você deve ter uma voz linda.
- Ela tem. – Disse Nick , sorrindo para mim. Eu senti meu rosto corar e encarei meus tênis.
- Além disso, você tem algum talento?
- Bom, eu não sei se eu sou exatamente talentosa, mas eu amo escrever. Eu escrevo o tempo todo, aonde eu puder, é tipo respirar para mim. E também piano. Dá-me uma calma incrível tocar minhas melodias prediletas e improvisar de vez em quando. E eu sei tocar violão também, mas é só o básico.
- Hm, pelo jeito você tem vários talentos musicais. Garotos, vocês vêem a irmãzinha de vocês como um membro da banda algum dia?
- Claro que sim! – Disse Nick . A entrevistadora deu um sorriso. Aquilo deveria dar um belo furo de reportagem. Apressei-me a concertar as coisas.
- Não, não, não, não, eu acho que não seria uma boa idéia, afinal, eles são uma boyband, acho que a minha presença seria um pouco estranha, e... – Olhei para o lado por um segundo e vi três carinhas pidonas olhando para mim. – E... E... E... Bom, talvez eu faça algumas parcerias e... Que droga, parem de me olhar assim! – Eles caíram na gargalhada e eu também. A entrevistadora riu conosco por alguns instantes.
- E qual o seu irmão preferido?
- Frankie. Ele é O Cara.
- Claro, claro. Para finalizar, mandem um recado para as suas fãs, meninos.
- Nós amamos muito vocês, nunca se esqueçam disso. Queremos mandar um super beijo para todas vocês. - Disse Joseph .
Depois disso eu pedi um cappuccino e agora nó estamos aqui fazendo palhaçada e voltando para casa.
- Cibelle , a Demetria ligou perguntando como foi a entrevista. – Avisou minha mãe. Virei para os meus irmãos, incrédula.
- Ela sabia?
- Ela é sua melhor amiga. – Se justificou Kevin.
- Não acredito que ela não me contou! Mãããe, eu vou a casa da Demi .
- Cuidado! E na volta, traz o Frankie!
- Tá, tchau, te amo. – Dei um beijo nela e saí. A casa da Demi era apenas a sete quadras da minha. Íamos andando uma para a casa da outra toda vez que ela tinha folga. Toquei a campainha, e quem atendeu foi a mãe dela.
- Boa tarde, Sra. Lovato .
- Boa tarde, querida, entre.
Demi estava deitada no sofá, assistindo uma partida de Mario kart entre Madison e Frankie. Cheguei por trás do móvel, me preparei e me joguei por cima dela.
- Buuuuuuu!!
- AAAAAIIIII, garota, quer me matar de susto? – Ela disse, me abraçando.
- Oi Cibel . – Cumprimentou Madison, pausando o jogo.
- Oi Maddie, oi Frankie. – Disse, dando um beijo na testa de cada um.
- Vamos lá pra cima, Cibel . – Chamou Demi .
Fomos até o quarto dela, eu me sentei na cama e ela do meu lado.
- Como foi a entrevista? Conte-me TUDO!
- Primeiro, senhorita Demetria Lovato, como você esconde isso de mim?
- Ahh, Cibel , se eu contasse ia estragar a surpresa!
- Sua chata! Eu quase morri de tanto nervosismo! – Disse, batendo nela com o travesseiro.
- Nem sou! Mas correu tudo bem, não é?
- Graças a Deus sim. Foi assim... – Contei detalhe por detalhe o que aconteceu. Ela ouviu tudo com atenção, rindo às vezes comigo. Depois, eu e Frankie almoçamos na casa deles e eu passei a tarde toda tirando fotos, conversando com algumas fãs da Demi e dos meninos pelo Twitter, alguns até de outros países. Eles meio que surtavam quando a gente respondia. Depois, fizemos um vídeo pro youtube, em que a gente fazia um monte de palhaçadas uma com a outra, e no meio do vídeo, o meu celular toca e na tela tá “David Henrie” (n/a: Homenagem a minha amiga Luh sortuda). Coloquei a tela virada pra câmera, dizendo pra esperarem um minuto pra eu atender. Ele perguntou por K, N e J e eu disse pra ligar lá pra casa porque eu tava na da Demi . Ele mandou um beijo pra ela e pra mim e desligou. Continuamos com nossas bizarrices e enviamos pro Youtube. Em meia hora, tinham 345334534 visualizações e um monte de comentários como “David is so HOT!” e “ That girl isn’t the sister of the JB?” e “I luv u, Demi!” e até “I HATE Demi Lovato ! I HATE ALL FAMOUS PEOPLE! I HATE EVERYBODY! HEAVVY METAL! SATAN!!!!!!!”
Ficamos meio assustadas com aquilo, mas acabamos rindo de tudo.
No final, ficou tarde e eu tinha que levar Frankie de volta para casa. Me despedi de Demi e fui para casa.
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Domingo foi um dia normal, fomos à igreja, jogamos baseball e no final do dia comemos pizza caseira da mamãe assistindo um dos nossos filmes prediletos.
Segunda-feira chegou correndo. Isso significava: Escola. Isso mesmo, escola. Eu tinha que ir a escola, menos quando eles estão em turnê que nó levamos uma professora particular, pra nãoperder nada. Essa escola épara jovens "especiais", ou seja, milionários e famosos. Lá, eu estudo com gente muito incomum, tipo as filhas dos Xeques árabes que moram nos EUA.
Mas, como toda escola, a Saint Claire High School tem suas famosas "panelinhas". E qualquer um pode pensar "Ora, mas a irmã dos Jonas Brother deve ser a mais popular na sua escola!".
É um engano muito comum.
E mais uma vez, qualquer protozoário pode se perguntar: Afinal, qual é o problema dessa garota?
Tifanny Sawyer é o meu problema. A garota é terrível, adora humilhar os outros, só porque é filha do Roger Sawyer e da Françoise Koepp, respectivamente, o homem e a mulher mais ricos do mundo (n/a: Não é verdade gente, esses dois nem existem. Mas eu não ia poder botar ela como filha da Oprah e do Bill Gates, né?). Ridícula, burra, siliconada, plastificada, completamente falsa. Não tem amigas, só umas puxa-sacos.
Mas a escola tem coisas boas também, como os meus amigos, Luisana , Carrie e James . Luisana é minha amiga desde muito tempo, foi minha vizinha a minha vida inteira em New Jersey e se mudou para o Texas só porque eu vinha pra cá. Ela é filha de um produtor de cinema, o tio Gerard, ele é muito legal, adorava ir aos churrascos de domingo na casa dela. Carrie e James eu já conheci aqui, e já conquistaram completamente o meu coração e da minha família.
Joseph me deu uma carona para a escola com o carro cercado por uma horda de paparazzi. Ele estacionou o Lamborghini na frente do grande portão branco e me disse para correr. Agradeci, beijei sua face e percorri o extenso gramado verde, ao encontro do meu pesadelo.

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Abri rapidamente meu armário, empurrando minha bolsa Kipling roxa e entupida de bottons para dentro. Peguei meu caderno e meu livro de História apressadamente e bati a porta do armário, correndo para a minha primeira aula, que já estava para começar. De repente, esbarrei em alguma coisa. Eu e meus cadernos fomos ao chão. Juntei-os depressa e me levantei agilmente para ver no que eu havia colidido. Um par de olhos azulados num conhecido rosto emoldurado por cachos louros me olhou com superioridade e desprezo.
- Olha por onde anda, Jonas. Será que é tão lesada que não pode nem prestar atenção no caminho? - Guinchou a voz estridente de Tifanny Sawyer, com as risadas das suas seguidoras ao fundo.
- Desculpe, Tiff, o seu cabelão bloqueou a minha visão. - Respondi, tomando meu caminho, deixando a cara perplexa de Tifanny para trás.
Entrei na sala antes do professor, e vi James brincando distraidamente no seu PSP (n/a: Criança.), na mesma carteira de sempre, com um lugar vago ao lado. Resolvi pregar um susto nele. Posicionei-me atrás do encosto da cadeira dele e, sem respirar, sussurrei a primeira frase que veio a minha mente no ouvido dele:
- Eu sei o que você fez no verão passado.
- AHHHHH! EU CONFESSO, EU PEGUEI AS TORTAS OS COELHOS SÃO INOCENTES! - Ele disse se levantando da cadeira e jogando o PSP no chão, e começando a correr em círculos. Tá bem, ele não correu em círculos, só jogou o PSP no chão e olhou assustado para trás, com a classe toda olhando meio confusa e meio que segurando o riso. Ao ver a minha figura risonha, ele arregalou os olhos azuis numa cara incrédula.
- Você é doida ou o quê, Jonas?
- Você. Tinha. Que. Ver. A. Sua. Cara. - Disse, mal podendo respirar.
- Você me fez quebrar o meu PSP. - Disse ele, lançando-me um olhar que me fez parar meu riso e recuar um passo.
- Calma, amor, eu compro outro! - Disse, Levantando as mãos, como que me rendendo.
- Você não muda. – Disse ele, me abraçando.
- Já você é estranho, garoto. – Respondi, devolvendo o abraço.
Ele se abaixou e pegou o que restou do pequeno game-boy. Com um suspiro pesaroso, ele o jogou no lixo.
- Você está me devendo um PSP novo E um jogo de GTA para PSP.
- Tá, a gente passa numa loja depois da aula.
- Silêncio, a aula começou. – Disse o Sr. McLeagues entrando na sala, fazendo todos os alunos irem para os seus lugares.
As primeiras aulas foram como sempre. Chatas, monótonas e puxadíssimas. Minha sorte era que meu amigo James tinha as mesmas aulas que eu nas segundas, no período antes do almoço. E que ele sempre fazia alguma piadinha sobre a explicação. E que como ele é um aluno muitíssimo esforçado, mas pouco provido de inteligência, isso me obrigava a prestar atenção por nós dois.
Quando a campa do almoço anunciou nossa libertação, eu e Vitor saímos correndo da sala. Já no refeitório, eu comprei um copo de café com leite de soja e uma maçã, e James comprou um cheeseburguer e um milk-shake (n/a: Odeeeeeeeeeeeio hambúrguer =p). Escolhemos uma mesa onde cabiam quatro e sentamos, esperando as meninas. Não demoraram a chegar.
- James ! Cibel ! - Elas nos abraçaram. Carrie sentou ao meu lado, tomando um gole do meu café, e Luisana sentou entre James e Carrie .
Começamos a conversar sobre alguma coisa inútil quando outra coisa inútil passou na nossa frente; Sim, eu estou falando sobre a Sawyer. A me ver rindo com os meus amigos, ela jogou toda a sua água gasosa em mim. A sorte é que eu me desviei rapidamente, fazendo com que apenas minhas sapatilhas se encharcassem. Como elas eram feitas de verniz dourado-claro, a cor padrão do uniforme, não estragavam com água.
- Oh, me desculpe Cibelle , eu não percebi você aí. Você é totalmente insignificante. – Disse ela, abrindo um sorriso nojento e fazendo suas “amiguinhas” retardadas rirem. Eu poderia movimentar 74 músculos para fazer uma careta para ela, ou só três para lhe dar um soco. Mas preferi pegar distraidamente minha maçã perfeita e imaculada e lhe perguntar:
- Hey, Tiffany,você sabe a diferença entre uma loura e essa maçã?
Ela levantou uma sobrancelha, com ares de superioridade. Joguei a maçã no ar e a peguei com a outra mão.
- Quando as maçãs ficam maduras, elas caem das árvores direto para o chão. – Disse, examinando minha maçã.
- Jura?! E daí? – Perguntou ela, erguendo ainda mais a sobrancelha e dando um sorrisinho debochado.
- Daí que se você atirasse uma loura de uma árvore, ela voltaria para perguntar o caminho. – Disse, mordendo a maçã. Meus amigos caíram na gargalhada. Ela me lançou um olhar fulminante e foi para sua mesa. (n/a: As louras mais lindas e inteligentes do mundo que lêem essa fic, as minhas desculpas, é inveja da autora que adoraria ter nascido loura, falta de criatividade da mesma mongol e influência do gostoso do Jacob Black, conhecem?)
Luh levantou a mão e eu bati. Começamos a fazer piadas de louras e a combinar qual seria a próxima. O sinal bateu, a alegria acabou e eu fui para a aula de trigonometria com a Gi. Finalmente, eu teria uma aula com alguém tão inteligente quanto eu e teria algum descanso. (n/a: nem se acha –q)

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Após a aula, eu fui fazer compras com a Yoh no shopping, aproveitando para comprar o novo PSP que devia ao Vitor. Meu celular tocou.
- Alô?
- Cibel ?
- Demi ?
- Você tá aonde?
- No shopping, com a Luh .
- Legal, põe no viva-voz.
- Pronto.
- Oi Luh !
- Oi Demi ! - Luisana e Luh eram amigas, eu as havia apresentado em uma tarde quando Demi foi me visitar e Luh estava em casa. Desde aquele dia, elas haviam se dado muito bem.
- E aí, o que foi?
- Eu to aqui na tua casa.
- Novidade... - Murmurei auditivelmente.
- E o Dave também...
- Dave? O David Henrie? - Exclamou Luisana .
- É...
- Aquele gaaaaaato do David Henrie está na sua casa? - Perguntou Luisana para mim.
- Pelo jeito...
- Meu Deeeus, ele é tãããão lindo, aqueles olhos verdes, meu Deus, e aqueles braços, gente, devia ser crime alguém ser tão gostoso...
- Ah... Luh ? - Do outro lado da linha, podia-se ouvir algumas risadinhas ao fundo.
- Que foi Demi ?
- Ele tá do meu lado.
- E daí?
- Daí, que, bem, quando eu liguei para a Mille, ele também queria falar com ela...
- E...
- E que eu coloquei no viva-voz...
Senti o braço de minha amiga enroscado no meu gelar.
- Quando?
- Quando ela atendeu...
E o gelo virou fogo; Um rubor súbito tomou conta do rosto de Luisana .
- Oi garotas... - Ouvi a voz do Dave brotando do celular. A pulsação da garota ao meu lado acelerou. Preocupada com o estado de saúde de minha amiga, apressei-o.
- O que é, David?
- Essa sua amiguinha, Luh , não é? Ela ainda está ao seu lado?
Olhei para o rosto dela, esperando alguma reação. Ela apenas olhou para mim, as bochechas ardendo de cor.
- Está
- Oi Luh , tudo bem?
- O-oi.
- Achei muito legal você pensar tudo isso de mim...
- Jura? - Disse ela, o rosto enrubescendo ainda mais.
- Aham. E aí, Cibel , tá livre amanhã a noite?
- Estou, por quê? Vai me levar para sair, gatinho? – Brinquei, piscando para Luh .
- Quase isso, pretty lady. A gente estava pensando em ir ao La Bella Notte, e como é seu restaurante preferido, nós resolvemos te chamar. E a sua amiguinha também tá convidada, ok? Eu não aceito não como resposta.
- Tá... – E ouvimos o som da chamada sendo encerrada.
- Eu vou sair com David Henrie? - Me perguntou Luisana .
- Praticamente isso.
- AHHHHHHHHHHHHH EU VOU SAIR COM DAVID HENRIE!!!!!!!!!!!!!!!!!!! - Gritou Luisana , fazendo com que todos no shopping a olhassem.
- Tá louca? Quer que chamem a imprensa? – Disse, tapando a boca dela com a mão. Ela balançou a cabeça, negando.
- Ótimo. Porque alguém aqui precisa de um visual novo.

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- Luisana , me passa o gloss? - Pedi.
- Qual?
- O de morango e baunilha.
Ah, tá, obrigada. - Eu, Demi e Luh estávamos nos arrumando para ir ao La Bella Notte com os garotos. O lugar era muito chique, frequentado por muitos famosos, o que obrigava a segurança a ser redobrada. Nenhum fotógrafo podia entrar nas dependências do ponto, e as janelas eram de vidro fumê a prova de balas, do tipo que você pode ver todo mundo lá fora, mas ninguém pode ver você lá dentro. Era por essa razão, e, claro, pela comida italiana divina, que ele era o meu lugar ideal para me divertir com os meus amigos.
Ficamos prontas em uma hora e meia. Eu fiz um cabelo assim:

(n/a: sim, eu tenho adoração pelo cabelo dela.)
e pus um vestido assim:

Demi estava divona, com um cabelo assim:
e um vestido assim:

Ajudei Yoh a escolher esse vestido:

(n/a:eu particularmente gostei do vermelho de baixo)
e ela arrumou o cabelo desse jeito:
.
Descemos as escadas ao encontro dos garotos, que nos esperavam um tanto impacientes na sala. Ao ouvir o barulho de nossos sapatos contra o assoalho, David virou o rosto para Luh, dando um sorriso surpreso e mandando um olhar galanteador para Luisana . Meus irmãos seguiram seus olhos e os de Nick me encontraram. Ele me olhava com uma cara meio idiota.
- Nossa, vocês estão lindas! - Elogiou Joseph , com os olhos brilhando.
- São lindas. - Corrigiu Nicholas .
- Caramba, Cibel, se eu não fosse teu irmão eu te pegava! - Exclamou Kevin , recebendo um tapa na cabeça de Nick .
Meus pais iriam ficar em casa com Frankie, Meu pai convenceu minha mãe com um papo de "Eles, não são mais crianças, Denise".
No caminho para o restaurante,e Joseph faziam palhaçadas sem parar, fazendo todos rirem o tempo todo. Deliciava-me o som maravilhoso da risada de Nick .
Chegamos ao restaurante em 40 minutos, sendo seguidos por paparazzis o tempo todo. Já via nas páginas de fofoca da internet "Jonas Brothers saem para jantar com amigos e irmã mais nova".
Pedimos uma mesa externa, que se localizava no pequeno bosque que ficava nos fundos da propriedade. Ao sair da fina construção, uma brisa gelada soprou, levantando meus cabelos e fazendo-me tremer de frio. Minha baixa pressão arterial não me ajudava. Os outros pareciam indiferentes ao clima.
A me ver encolhida de frio, com as mãos protegendo os ombros, Nick veio depressa até mim.
- Vocâ está bem, Cibel ? - Perguntou ele, tocando meu braço. Retirou-o depressa ao perceber minha temperatura baixa. - Caramba, você está gelada. - Ele tirou o casaco do terninho que usava, cobrindo-me. O cheiro delicioso dele impregnado na peça embriagou-me. Passou o braço em meus ombros, a fim de me proteger. Sussurei “obrigada”, e ele apenas beijou o topo de minha cabeça.
Joseph , eterno cavalheiro, puxou a cadeira para mim. Agradeci-o com um beijinho no rosto. O gesto foi repetido por David para Luisana , ele dando uma piscadela para ela, e Kevin para Demi , meio num tom de brincadeira.
Pedimos um Penne a La Parisiense. Para beber, todos pediram suco de uva, mas eu fiquei com uma Diet Coke. Kevin brincou que eu devo ter mais cafeína que sangue nas veias
Enquanto o pedido não chegava, nós conversávamos e fazíamos algumas palhaçadas. Nick ficava brincando com o meu cabelo, enrolando e desenrolando alguns cachinhos. Ele sempre teve uma obsessão meio estranha com o meu cabelo.
Dave logo puxou Luh para longe da gente, com a desculpa de que queria conversar. Eu e Demi Nick caímos nessa e seguimo-los despercebidamente. Eles foram para uma parte que nós conhecíamos bem, O Buraco dos Apaixonados, como gostávamos de chamá-lo.
Demos esse apelido ao lugar porque se situava numa depressão, a qual se era possível acessar por uma escadinha dourada adornada por lindas margaridas cor-de-rosa. O ch�o era revestido de madeira envernizada, e havia vários banquinhos de praça encostados nos muros altos de cimento, que eram cobertos por v�rios tipos de plantas floridas, entrelaçando-se por entre as folhas verdes. No alto dos muros pendiam pequenas lâmpadas amarelas, deixando no ambiente com uma iluminação romântica. No fundo, havia um banco que pendia por duas cordas envolvidas por rosas de cada lado, presas numa armário de madeira. Eu, Nick, Kevin, Joe e, ocasionalmente, Demi ou David gostávamos de ir para lá conversar quando o restaurante estava muito cheio.
Dave puxou Luh para o bala Nick no fundo. Eles ficavam sussurrando coisas um para o outro, com algumas risadinhas e rubores ocasionais vindos de Luh . Uma hora, David chegou bem perto dela, fechou os olhos e a beijou. Demi e eu sufocamos um grito, tapando a boca uma da outra com as duas mãos. Corremos para a mesa onde os três estavam rindo de Kevin fazendo um teatrinho com uma bisnaga de ketchup e um saleiro. Me deti um segundo, observando o sorriso de Nick ... Vendo-o jogar a cabeça para três e gargalhar quando Kevin derrubou a bisnaga, espalhando ketchup pela grama...
- Meninas, o que foi? - Perguntou Joe , despertando-me do transe. Todos os meus irmão eram estonteantemente lindos, até mesmo Frankie, e eu amava os quatro com a mesma intensidade, mas Nick tinha algo que... Bom, Nick era Nick . Nick sei explicar o poder que ele tem sobre mim. E acho que nunca vou saber
- David. Luisana . Buraco dos Apaixonados. Se beijando. Disse Demetria , arfando. Kevin , que tinha se abaixado para pegar a bisnaga no chão, levantou-se depressa e bateu a cabeça na mesa. Todos rimos, e eu me apressei em ajudá-lo.
- Você está bem? Perguntei, ainda rindo do quanto o meu irmão pode ser desastrado.
- Estou. Puxa, ele rápido. Exclamou ele, aturdido, esfregando o machucado. A garçonete apareceu com nossos pedidos, e eu pedi um gelo para por na cabeça do Joe.
Foi minha tarefa e de Joseph chamar o casal para comer. Ao chegarmos no Buraco, eles estavam no maior amasso. Pigarreei, fazendo os dois separarem-se bruscamente. Yoh corou e Dave nos fuzilou com os olhos.
- Olha, se vocês estavam com tanta fome, era avisar. Brincou Joe .
- A gente vinha aqui pra chamar vocês para comer... - Continuei
- Comida de verdade. Ele completou.
N�s seguimos at� a mesa, onde o resto de n�s nos aguardavam. Comemos, conversamos e rimos. Quando a gar�onete chegou para retirar nossos pratos, n�s resolvemos pedir sobremesas.
- Eu vou querer torta alemã. � Disse David.
- Eu tamb�m. � Disse Luh .
- Eu divido com você, Beautiful Girl. � Ela corou.
- Eu quero um Milk-Shake de ovomaltine. � Pediu Joseph .
- Eu quero um sundae de morango com muita cobertura de baunilha. Disse Kevin .
- Eu só quero uma salada de frutas com leite condensado. Demi falou.
- Eu quero pudim! Pedi, levantando o braço. Joseph murmurou �Novidade�.
- Eu também. Pediu Nick .
- Tá, então fica assim, uma torta alemã, um Milk-shake de ovomaltine, uma salada de frutas, um pudim normal e um diet,...
- Por que Diet? Perguntou Nick .
- Porque você é diabético. Disse lentamente, como alguém que explica algo óbvio.
- E daí?
- E daí que você Nick pode comer coisas com muito açucar como pudim!
- Ah, Cibel , um pudim Nick vai me fazer mal.
- Não, Nicholas ! Eu Nick quero ver você ir parar num hospital!
- Por favor? � Pediu ele, olhando nos meus olhos. Era difícil me manter firme com ele me olhando daquele jeito. Muito difícil. Ao ver que eu estava indecisa, ele forçou. Por Favor? Eu nunca mais comi algo normal. Deixa? Só hoje? Pediu ele, pegando minha mãopor debaixo da mesa. Era demais.
- Nick conte a mamãe. Pedi, já me arrependendo, olhando para o meu copo vazio de coca-cola.
- Você é a melhor! Exclamou ele, beijando demoradamente minha face. Sorri pesarosa.
A moça chegou rápido com nossos doces. Nick atacou o pudim, terminando mais rápido que qualquer um de nós.
Pedimos a conta, e quando estávamos indo de volta para o carro, Nick caiu no chão. Fiquei desesperada.
- Nick , leva a gente para o hospital! O Nicholas tá passando mal! - Pedi, ajudando Kevin a carregá-lo. Joseph deu partida e foi para o Centro Médico Saint Rita of Cascia. Corremos para a recepção.
- Moça, nós precisamos rápido de um médico! O meu irmão está passando mal! Pedi, alterada.
A mulher examinou os rostos dos meus irmãos e arregalou os olhos.
- Santo Deus, os Jonas Brothers! Exclamou ela, pegando o telefone depressa e discando para alguém. Imediatamente, apareceu um monte de médicos que tiraram Nick dos meus braços. Lágrimas de culpa rolaram por meus olhos. Joseph afagou meu ombro e me aninhou em seu peito.
- Shhh, vai ficar tudo bem. Kevin , leve a Demi , a Luh e o David pra casa?
- Tá. Concordou Kevin , saindo do hospital e sendo seguido pelos outros. Joe me levou até um pequeno sofá, onde nos sentamos e eu encostei a cabeça no ombro dele, já Nick podendo conter o choro.
- É tudo culpa minha. E-eu não Nick deveria ter o deixado comer... Eu d-deveria ter sido firme... Solucei. Ele me abraçou e começou a acariciar minhas costas e murmurar uma canção de ninar. Apertei o casaco que Nick havia me emprestado, sentindo o perfume amadeirado dele. Veio na minha cabeça a imagem dele, pálido, numa cama branca de hospital, com um monte de tubos enfiados (n/a: eu to chorando imaginando essa cena). Minha garganta se fechou e uma nova torrente de lágrimas veio. Joe me apertou ainda mais.
Kevin chegou quarenta minutos após partir. Passamos mais duas horas naquela agonia, sem nem saber de notícias sobre o estado de Nick . E então um médico com uma prancheta se dirigiu até nós.
- Vocês são a família do paciente Nicholas Jonas?
- Somos. Respondemos em coro.
- O quadro clínico do Sr. Jonas Nick é grave, mas, por precaução, vamos manté-lo aqui até o horário da manhã. Ele se recupera bem, seus sinais vitais são estáveis e ele está fora de perigo. Demos um suspiro aliviado.
- Obrigada, Doutor. Disse.
- O Sr. Jonas já recuperou a consciência e já pode receber uma única visita. Olhei para meus irmão. Joe assentiu com a cabeça.
- Eu vou, doutor.
- Por aqui.
Ele me encaminhou pelo corredor branco iluminado por luzes fluorescentes, levando-me ao quarto onde meu irmão estava. A cena era melhor do que a de minha imaginação. Nick estava deitado na cama com alguns tubos no corpo, e sorriu a me ver entrando. Ele Nick estava mais pálido, mais ainda sim cortou meu coração vê-lo naquele lugar. Daria tudo para que fosse eu, e Nick ele.
O médico saiu do quarto. Sentei-me numa poltrona ao lado do leito e passei a mãoem seus cachos delicadamente.
- Me desculpe. Pedi, abaixando a cabeça.
- Hey. Ele levantou meu queixo. Minha respiração falhou ao perceber que sua mão estava gelada. Calma, amor. Nada disso é culpa sua.
- É sim. Uma lágrima escorreu por meu rosto e eu desviei os olhos. Eu Nick devia ter te deixado... Eu devia ter...
- Shhh, eu estou bem. Disse ele, acariciando meu rosto. Olhei para ele incrédula e afastei sua mão.
- Não, Nicholas , você não está bem Nick ! Olha só para você! Numa cama de hospital, cheio de tubos intravenosos espalhados pelo corpo... Um não súbito subiu por minha garganta e eu não pude terminar a frase. Lágrimas abundantes atravessavam meu rosto. Você sabe o quanto dói ver você assim? Perguntei.
- Eu sei o quanto dói ver você assim Replicou ele, enxugando minhas lágrimas. A culpa é toda minha. Eu jamais deveria ter comido aquilo. Você só tentou me proteger, me fazer desistir da idéia.
- Eu fui fraca. Insisti, olhando para ele. Ele apenas sacudiu a cabeça.
- Eu amo você. Disse ele, Afagando meu rosto e pegando um dos meus cachos.
- Eu também. Respondi, me abaixando para abraçá-lo fortemente. Uma enfermeira entrou no quarto com uma seringa.
- Com licença. Ela pediu. Levantei-me e fui para o fundo da sala. Tá hora da sua injeção de insulina. Disse ela, aplicando a seringa na barriga dele. Ela se virou para mim.
-Vá para casa, querida. Seu irmão está bem, e você está precisando de uma boa noite de sono.
Sacudi a cabeça.
- Eu ficarei aqui. Disse, firme.
- Muito bem, você pode dormir na cama do acompanhante. Assenti, voltando ao meu posto na poltrona ao lado de Nick . Peguei sua mão e comecei a cantarolar a mesma canção de ninar que Joseph cantara para mim, enquanto acariciava seus cabelos. Ele fechou os olhos lentamente e sua respiração ficou mais lenta e estável.
Fiquei observando-o. Era um anjo adormecido, uma escultura viva perfeita. Eu poderia vê-lo dormir para sempre...

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Acordei em um quarto branco, e percebi que ainda estava no hospital. Uns poucos raios de sol penetravam na sala pela janela. Queria saber que horas eram. Olhei para minha preocupação maior, o garoto adormecido ao meu lado, e percebi que ainda segurava sua mão e tocava seu cabelo. Tentei solta-lo delicadamente para que ele Nick acordasse, e quando puxei minha mão da dele, ele a apertou e murmurou algo inteligível.
- Nick? Sussurei. Mas ele apenas se virou para o meu lado e continuou a dormir. Tentei novamente libertar minha mão, mas o aperto era tão forte, quase consciente. Sorri, terna, e acariciei cuidadosamente seu cabelo. Olhei pelo quarto e vi que a cama na qual eu deveria estar apresentava um pequeno relevo. Examinei-o com mais cuidado e meus olhos arregalaram-se de surpresa.
- Mamãe? Murmurei perplexa. O que ela fazia aqui? Estaria zangada comigo? Castigar-me-ia de alguma forma? Por algum motivo eu Nick me importava. Minha única e maior preocupação no momento era com o estado do anjo adormecido ao meu lado.
Lembrei que ainda estava usando o agasalho de Nick. Virei a cabeça um pouco de lado e inspirei o perfume que me enfetiçava. Senti um pequeno volume no bolso interno da peça e o peguei com a mão livre. Era o meu celular. Deslizei a tela de modo que o teclado ficasse aparente. O Display acendeu-se. Meus olhos percorreram todos os ícones piscantes até se deterem no relógio. Eram seis horas da manhã. Olhei para o rosto sereno de Nick e depois para minha mãe. Ela se mexeu um pouco e abriu os olhos preguiçosamente. Viu que eu a encarava e sorriu, apesar da pequena ruga de preocupação que surgiu em sua testa. Repuxei um canto da boca, numa tentativa de devolver o gesto.
Ela sentou-se na cadeira de metal usada pelo médico e acariciou a testa de Nick. Seu rosto Nick mostrava raiva alguma, apenas preocupação materna. Peguei um cachinho dele e enrolei-o e desenrolei, lembrando do movimento que ele fazia com os meus. Ent�o, alguém bateu na porta; O médico que havia atendido Nick entrou, com um ar cansado.
- Com licença, Sra. e Srta. Jonas, eu preciso examinar o paciente para sabe se ele já pode ter alta.
Assenti com a cabeça, me virando para encostar os lábios na testa de Nick . Uma última lágrima escorreu por meu rosto. A última lágrima que eu pretendia derramar naquele dia.
Saí daquele quarto branco abraçada na minha mãe. Ficamos em silêncio em todo o caminho até a sala de espera. Sentamo-nos em um dos confortáveis sofás de couro.
- Mãe?
- Sim, filha?
- Onde estão Joseph e Kevin ?
- Em casa, com o seu pai e o Frankie.
- Hm. Mãe? Como você...
- Soube? Bom, eu fui dormir um pouco depois de vocês saírem, mas acordei as quatro da manhã para tomar um copo de água. Quando estava voltando pro quarto, eu vi a porta do seu e dos seus irmão aberta e as camas vazias e arrumadas. Eu fiquei preocupada e liguei para o Kevin . Ele disse ia dormir no hospital porque o Nick comeu doce e teve uma complicação. Disse também que ele já estava estável e que Nick era para eu me preocupar. Mas eu resolvi acordar o seu pai e pedi para que ele me levasse até aqui. Ele convenceu os teus irmão a irem para e eu fiquei aqui. O Dr. Duckman foi muito gentil ao me deixar entrar para cuidar do meu filho. Mas quando eu cheguei lá, havia outra mulher fazendo o meu trabalho. Ela passou a mão nos meus cabelos. Você estava murmurando alguma coisa para ele enquanto ele dormia, e com uma postura tão protetora e preocupada que desisti da idéia de nunca mais deixar vocês saírem sozinhos sem mim. Eu ri um pouco.
- Você passou quase a noite inteira acordada, mocinha. Nada de escola hoje. Well, até que essa situação teve um ponto bom. O Dr. Duckman saiu pela porta do quarto de Nick e veio até nós.
- Com licença, o paciente Jonas está quase totalmente recuperado e já tem alta. Mas eu sugiro que ele fique em casa e evite comer qualquer quantidade de açúcar.
De repente, a porta se abriu pela segunda vez, e de dentro saiu um garoto moreno, pouco mais alto que eu com olhos estreitos castanho-claros. Nick . Corri para abraçá-lo.
Eu Nick queria me soltar dele, mas a compostura e a boa educação me obrigaram a fazé-lo. Dei espaço para que minha mãe tomasse meu lugar. Ele a abraçou amorosamente e passou um braço sobre meus ombros, e eu passei o meu em minha cintura.
- O Senhor Jonas está quase completamente recuperado, mas eu peço novamente que fique longe de qualquer tipo de açúcar pelo menos nos próximos três dias e evite ao máximo consumi-lo em quantidades exageradas depois disso. Quaisquer outros problemas, por favor, voltem aqui. Ele disse, sério. E depois se virou para mim. Senhor Jonas, o senhor tem muita sorte de ter essa garota na sua vida. Completou o médico, dando um sorriso indulgente.
- Sei que tenho. Respondeu ele, sorrindo para mim.
- Ele é meu irmão, Doutor. Era o máximo que eu podia fazer. Disse, encostando a cabeça em seu ombro. No fundo, algo me dizia que Nick era apenas por isso.
Mamãe foi até a mesa da recepção para resolver os assuntos pendentes. Eu e Nick sentamo-nos nas cadeiras que havia lá.
- Obrigado. Sussurrou ele.
- Por quê? Perguntei
- Por cuidar de mim. Por jamais me abandonar. Respondeu.
- Eu amo você. Nick não precisa agradecer por nada.Falei, Tocando seu rosto. Ele apenas beijou o topo da minha cabeça.
- Vamos, crianças. Chamou minha mãe, saindo do hospital.
Quando chegamos em casa, meu celular começou a bipar como um louco. Vi que tinha uma mensagem no IM. Era de Carrie :
Carrie Failache says:
- COMO Você Nick ME CONTA QUE ESTÁ NA SEVENTEEN?!?!?!?!?!??
Eu ri.


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Apesar de estar morta de cansaço, eu Nick conseguia dormir. Algo me incomodava, apesar de eu saber que agora estava tudo bem. Estava frio, o que me obrigou a colocar um cobertor por cima do velho cardigã listrado que eu usava para dormir cobrindo o pijama. Arrastei-me pelo corredor e bati em uma porta. Depois dela, eu tinha certeza, haveria a pessoa de quem eu precisava insistentemente.
- Nick, está acordado? - Perguntei, sacudindo delicadamente o pequeno montinho quente debaixo do cobertor. Ele não se mexeu. Se não gosta de dormir, realmente não é o Nick . Levantei cuidadosamente a cabeça dele e deitei-a no meu colo, recostando-me na cabeceira da cama. Acariciei os cachos macios que emoldurava o rosto celestial dele. Minhas paltebras pesaram e eu caí na inconsciência.
Algo me aninhava. Estava escuro e eu tinha frio. Mas eu Nick estava com medo, porque sabia que a pessoa que me protegia jamais me deixaria. Eu Nick sabia quem era ela, qual era sua idade, seu nome, eu Nick sabia nada sobre ela, mas ao mesmo tempo eu a conhecia como ninguém. De repente, porém, eu sentir esse alguém se soltando de mim. Eu Nick queria isso. Segurei-me com todas as forças a ele, mas ainda o via esvair-se. Eu lutava contra o desespero de perde-lo, enquanto prendia-me a ele. E então, ele se foi.
- Nick Gritei, apavorada.
- Aaaai, o que foi, sua louca? Perguntou Nick , esfregando a cabeça.
- Eu... Nick sei. O que aconteceu com você? Perguntei, vendo sua careta de dor.
- Você estava quase arrancando meu cabelo.
- Desculpe. Aquele sonho estranho me intrigava. Quem era aquela pessoa? Seria algum tipo de aviso? Algo poderia me acontecer? Eu estava ficando paranóica.
- Tudo bem.
- Você está com fome? Perguntei, dispersando meus pensamentos perturbadores.
- Na verdade sim.
- Vamos, você precisa comer. Eu posso fazer um sanduíche de frango com queijo Catupiry para você... - Disse, encorajadora.
- Isso foi golpe baixo.
- Já volto. Sorri e fui buscar o lanche. O grande relógio na parede da cozinha indicava 10 AM. Preparei um sanduíche para ele, enchi dois copos de cafe gelado com chantilly e canela e peguei uma maçã na geladeira. Pus tudo numa bandeja levei lá para cima.
Pus a bandeja na cama de Nick e ele começou a comer. Olhei para minha maçã e me lembrei de algo que de súbitamente me fez rir.
- Qual e a graça? Perguntou Nicholas .
- Nada, eu lembrei-me do dia em que eu contei uma piada de loura para a Tifanny Sawyer. Disse.
- Ah. Aquela garota que vive te enchendo?
- é.
- O que eu Nick daria pra estïva...
- Foi engraçado. Disse.
- é hora da sua insulina. Lembrei, vendo o sorriso doce em seu rosto transformar-se em uma careta. Ele fez menção de se levantar, mas eu o impedi.Nick deixe que eu faço isso. A culpa é minha se você está aqui.
- Nick comece...
- Deite-se. Ordenei, dirigindo-me ao banheiro de meu irmão. O ambiente tinha o aroma do seu perfume. Sentindo-me embriagada, peguei a caixa com o medidor na prateleira ao lado do espelho e abaixei-me para recolher a caixinha de isopor contendo o
Ele me esperava pacientemente na cama, e estendeu a mão para os objetos que eu carregava.
- Deixe que eu faço isso. Pedi, preparando a fina agulha do aparelho. Ele pareceu desistir de tentar me fazer mudar de idéia e me estendeu a mão espalmada para cima. Segurei bem seu dedo indicador, prendi a respiração e espetei delicadamente e rapidamente sua pele. Tomando cuidado para Nick sentir o odor vertiginoso do sangue, medi o quanto ele precisava de insulina e ajustei na estranha seringa. Levantei delicadamente a blusa de flanela verde escura que cobria o abdomen definido, sentindo suas ondulação firmes sob meus dedos tensos. Puxei um pouco da sua pele, tomando cuidado para Nick machuca-ló e apliquei cautelosamente o hormnio. Descartei as duas agulhas e arrumei o que restava, voltando ao banheiro para guardar os itens usados. Ao voltar ao quarto, ele chupava o indicador esquerdo.
- Doeu? - Perguntei.
- Quase nada. A porta se abriu e Kevin entrou no quarto.
- Oi, Kevin o que foi?Perguntou Nicholas ao vê-lo.
- Eu tava procurando a mamãe, mas quem tava lá era esse zumbi que tá com você? Ele disse, olhando assustado para mim. - É a Cibelle ? QUEM é Você E O QUE FEZ COM A MINHA IRMÃ Gritou Kevin , falsamente assustado e preocupado. Revirei os olhos.
- Repete comigo, Kevin : Nick fui feliz pela graça que fiz, pretendo melhorar para os meus amigos agradar.
- Tá, brincadeiras a parte, você precisa dormir maninha. Disse ele.
- Nick preciso não.
- Precisa sim. - Discordou Nick .
- Nick preciso.
- Precisa sim.
- Nick preciso.
- Precisa sim.
- Nick preciso.
- Nick precisa.
- Preciso sim.
- T� vendo!
- Aff. � Bufei.
- Eff.
- Iff.
- Off.
- Line.
- Cale a boca, Kevin .
- Vem calar.
- Vocês estãoo me irritando.
- Você ainda nos ama. Disse Nick .
- E daí? Vai me bater?
- Serío que a gente Nick pode ter uma única briga decente? Perguntou Kevin . Um segundo de silêncio.
- Não Concordamos em un�ssono e rimos juntos.
- Cadê o Joseph ?
- Está lá em baixo. Respondeu Kevin .
- Fazendo o que?
- Afinando as guitarras.
- O chame para mim?
- Por quê?
- Porque eu quero o Joe .
- Vai você então.
- Não.
- Por quê?
- Porque eu pedi pra você.
- Ah não.
- é um tio que Nick tem pleno desenvolvimento dos membros superiores e inferiores devido á falta de somatotrofina ocasionado pelo mau funcionamento da hipófise. - Kevin e Nick se entreolharam assustados e depois ficaram me encarando. Soltei uma risadinha nervosa.
- Eu disse a você. Falou Kevin para Nick .
- Mas ela se parece tanto com a gente... Respondeu ele.
- Eu, sei, e tão bonita...
- Você tem certeza disso? Perguntou Nicholas , se dirigido a Kevin . Mas Kevin virou-se para mim.
- Onde você estava na manhã de 07 de Julho de 1994, ás 07h57am? Ele interrogava sério, como um tira bigodudo de um filme policial qualquer.
- É, nascendo?. E você Nick queria que eu aumentasse mais uma pergunta, não é, Cibel ?)
- Hmm. Você é esperta menina. Esperta demais. Disse ele, cortando a barba mal feita.
- Cale a boca, Kevin . Eu Nick sou um ET, se é isso que vocês estão pensando.
- Está vendo, está� vendo! Ela lê a mente! Por favor, Nick SUGUE MEU CÉREBRO! Disse Kevin , se levantando da cama e correndo em círculos com os braços levantados. Eu e Nick começamos a rir descontroladamente da cena, até que eu joguei um travesseiro no Kevin e ele caiu de um jeito t�o... T�o Kevin que eu nem me aguentava direito e acabei desabando em cima do Nick de tanto rir. A porta abriu e vimos um Joseph intrigado, que perguntou o porquê daquelas risadas histéricas e começou a andar na nossa direção. Mas ele acabou escorregando no travesseiro que eu tinha jogado no Kevin e caiu em cima dele, que tinha acabado de parar de rir e estava tentando se levantar. Joe fez uma cara maquiavélica e gritou:
- GUERRA DE TRAVESSEIRO!


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Passei o dia inteiro com o Nick . Mamãe tentou me fazer dormir, mas eu não quis. Primeiro, porque eu sabia que não iria conseguir, e segundo porque não queria deixá-lo. Alugamos um filme por telefone, Todo mundo em pânico 3 e ficamos entre os risos e os gritos de susto. Acabei apagando com a cabeça dele no meu colo.
No outro dia, Nick já estava firme e forte. O período de observação já havia passado e ele não havia apresentado recaídas. Os meninos tinham um Meet & Greet e eu precisava ir á escola. As meninas e o perguntaram se tava tudo ok e tal, a cabelo de miojo veio me encher, enfim, foi a mesma chatice de sempre. Escola, sabe como é.
Kevin veio me buscar, e eu dei uma carona para Gi, aposto como amanhã vai estar na OceanUp que ela tão namorando ele e que a gente tava levando ela pra fazer um teste de gravidez ou coisa assim.
A surpresa de verdade veio quando eu estava jogando banco imobiliário com o Bõnus na sala de estar. Não, nenhuma pecinha criou pernas e saiu andando. De repente, Kevin , Joe , Nick e o papai entraram na sala e sentaram no sofá, olhando para a gente com uma cara esperançosa.
- Cibelle , nós precisamos conversar. Disse o papai.
- Tá.Falei meio assustada. Não sei sabe o que esperar quando seus irmãos mais velhos são uns patetas com uma imaginação superativa. Nem quando seu pai parece levar a sério os surtos de loucura deles.
- Você sabe que o Festival Jonas de Música estão chegando. Começou o Joseph .
- Aham.
- E nós estávamos pensando... “ Continuou Kevin .
- O que?
- Que você poderia, bom, cantar.
- O QUE?!
- Cibel , É a sua vez. Avisou Frankie, impaciente.
- Espera aì, F, o QUE faz vocês pensarem que eu vou cantar no FJM? – Perguntei, aturdida. O Festival Jonas de Musica era um evento que acontecia a uns trás anos, em NJ, para homenagear os garotos. Era como um show normal, mas que era feito apenas pela família Jonas e convidados. Mamãe e Papai cantaram em duas edições e na última o Frankie tocou bateria. Em geral, é bem bacana, mas vem tipo MUITA gente. E quando eu digo muita, É MUITA mesmo. No último festival, os ingressos esgotaram em uma hora. UMA HORA. E tinha gente querendo entrar de todo o jeito, foi assustador. Tinha tipo um milhão de pessoas assistindo, e eu sempre pedia pra ficar na platéia.
- Vocé canta muito bem. “ Disse o papai.
- Não não canto o bastante. E eu sou uma péssima cantora.
- Não e não. Discordou Kevin .
- Sou sim. E você, como melhor contralto que eu já vi na vida, deveria saber disso.
- Você canta muito bem sim, Cibelle . E todos estão esperando por uma apresentação sua. Sabe quantos recados a gente recebe no MySpace de fâs perguntando porque você não canta? Perguntou Nick .
- Não. A questão não é essa.
- Então qual é? Quis saber Joe .
- É a que, se eu me apresentar, sei lá, vem muita gente pro FJM... e eu não sei se vou conseguir cantar...
- Ah não. - Interrompeu Kevin , entendendo. - Você tem medo de palco?
- Um pouquinho - Admiti, corando.
- Ah, Cibelle , deixa disso! Você é muito talentosa, não tem porque ficar insegura!
- Não sei, gente! Ai, que pressão. Tá, já decidi;





______________________________________________________________________Esse post eu vou dedicar a minha querida leitora * lαααh que chegou aos mil ups no tópico e para você, Cibel que também contribuiu para esse feito! ________________________________________________________________________________


-... Tudo bem, Tudo bem, eu canto com vocês! – Cedi. Afinal, que mal faria? Cantar na frente de metade do planeta não iria arrancar meu pescoço fora. Talvez me fizesse ter uma parada cardiorrespiratória, mas nada que os paramédicos não pudessem resolver. Fui surpreendida por uma avalanche de abraços e beijos, e pensei na verdade o quanto tinha sorte. Era inevitável que aquilo acontecesse, mas, pelo menos, aconteceria ao lado das pessoas a quem eu mais amava no mundo: A minha família.
- Mas vão ser no máximo cinco músicas, ok?
- Cinco suas? – Perguntou Joseph.
- Como assim minhas? Como vocês sabem que eu escrevo músicas?... Ah não... Não, não, não! Vocês leram as minhas músicas? – Perguntei desesperada. Eles me lançaram um olhar culpado. – Não. – Guinchei. Minhas músicas eram partes muito pessoais da minha vida. Nelas eu tratava de tudo. Tudo o que me inquietava, tudo que me entristecia, tudo o que me alegrava, tudo o que me amedrontava, tudo, tudo estava lá. Tudo. Cada pedaço de mim. Tudo exposto para os meus irmãos.
- Tudo bem, Cibel. Eram ótimas, pode apostar. Você é grande compositora. – Encorajou-me Kevin .
- E vocês são grandes bisbilhoteiros! Não acredito que leram minhas músicas sem permissão!
- Desculpa, pequena, a gente só queria... – Começou Joseph.
- NÃO ME CHAME DE PEQUENA!
- Cibelle , não eleve a voz... – Meu pai me repreendeu.
- Mais, pai, como pôde permitir isso? MINHAS músicas, MINHAS coisas!
- Filha, eu não posso culpá-los, até eu fiquei curioso...
- PAI!
- Já chega. Querida, você tem um enorme talento, porque não dividi-lo com o mundo?
- E se eu não quiser dividi-lo com o mundo?
- Você quer. – Disse Joseph, categórico. – Admita Cibelle , você gosta da atenção. Você gosta do reconhecimento.
- Não.
- Não minta para nós. – Disse Kevin . – Eu vejo nos seus olhos, o quanto você gosta do carinho dos fãs. Vejo como os admira. Vejo o quanto você se delicia quando vê como nossos fãs nos tratam. Você quer isso para si. Seus olhos brilham.
- Nós sabemos o quanto você sonha com isso; Só não consigo ver porque reluta tanto em conseguir o que quer... Você deveria estar exultante. – Continuou Joseph.
- É complicado.
- Acho que podemos aguentar. – Insistiu ele.
- Não quero falar sobre isso agora. – Desviei os olhos. – Vou subir um pouco para o meu quarto.
- Hey, Cibel!, você não vai continuar jogando? – Perguntou Frankie impaciente.
- Não, Frankie, eu estou com um pouco de dor de cabeça. – Ele me pareceu meio decepcionado. Mas eu não tinha mais cabeça para jogar. Cheguei ao meu quarto e me emaranhei na confusão habitual que eu chamo de cama. Enrosquei-me nos lençóis púrpura e chorei. Não porque meus irmãos tinham lido minhas músicas, afinal, afora a vergonha abrasadora, aquilo não era nada demais. Não, as lágrimas cortavam meu rosto por um motivo diferente. Era a nossa primeira briga.
Eu gritei com eles. Eu os insultei. Jamais havia feito isso. E era tudo culpa minha. Eu não sabia o que esperar; estariam eles desapontados comigo?
O rangido da porta me assustou. Como reflexo, meu corpo relaxou e minha respiração ficou ritmada. O gesto era irracional, mas eu descobri isso tarde demais.
- Não, Cibel!, não precisa fingir que está dormindo. - Uma voz suave como cetim penetrou-me os ouvidos. A culpa apertava a minha garganta. Senti um peso no móvel e os lençóis se remexeram. Um agradável calor entrou em contato com a minha pele fria.
- Você está bem? – Perguntou Nick.
- Estou. – Menti.
- Desculpa por... Aquilo. Eu e os caras sentimos muito. Não achávamos que era tão sigiloso para você.
- Tudo bem, não devia ter agido daquele jeito. Vocês são meus irmãos, não estranhos. Tem direito de saber o que eu escrevo. Perdoa-me? – Perguntei, receosa. Ele apenas me abraçou.
- Eu vou lá para baixo, falar com os meninos. – Avisei.
- Tudo bem. – Disse ele, saindo do quarto junto comigo. –Qualquer coisa, eu vou estar no meu quarto. – Disse ele, com uma olhar distante. Eu conhecia esse olhar, o olhar de quem está combinando notas na cabeça.
- Oi. – Murmurei para o papai, que preparava uma xícara de café. Aproveitei e preparei uma pra mim também. Ele sorriu pra mim. – Pai, vocês querem mesmo que eu cante no FJM?
- Claro, querida. Mas se não quiser, nós vamos entender perfeitamente. Afinal, a escolha é sua.
- Papai, eu vou cantar no festival. – Decretei. Ele abriu um sorriso tão grande que me questionava como suas bochechas aguentavam tanta pressão.
- Então temos logo que preparar o repertório! Quantas canções você deseja interpretar?
- Será que posso... Talvez, cantar uma de minha autoria? – Propus. Ele franziu o cenho. Com certeza, questinando-se sobre a minha possível bipolaridade. Pois é, talvez ele tivesse razão.
- Claro, Cibelle . Vai ser adorável. – Concordou ele. – Já fez o dever de casa? – Perguntou ele. Sorri, marota e saí correndo para a sala de estudos.

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Quando terminei aquela pilha de deveres, desci para lavar a xícara. A casa estava silenciosa, a não ser pelo barulho do videogame de Frankie. Havia um bilhete na geladeira. Reconheci a letra da minha mãe.

“Eu, seu pai e seus irmãos estamos em um show beneficente. Não devemos voltar até as 03h00min. Cuide do Frankie. Vá para a cama cedo. Tem iogurte, suco e lasanha na geladeira. Esquente e coma quando tiver fome. Não vá dormir tarde e não fique no computador depois das 11h00min. Frankie já fez o dever. Nós te amamos”

Subi para o meu quarto e peguei o caderno velho e mal tratado que sempre estava comigo. Abri na quarta divisão e me pus a escrever. Eu não tinha idéia do que ia fazer com aquilo quando terminasse, mas sabia que precisava dele. Precisava que, de algum modo, minhas fantasias impossíveis se concretizassem. Escrever era minha grande paixão, sempre foi. Eu costumava escrever de tudo, desde meras fan fictions de Harry Potter até contos de terror.
Meus dedos tocaram o papel. Eu vivia para a arte, afinal. Se não fosse como cantora, que fosse o caminho dos livros que eu trilharia. Minhas duas paixões coexistiam perfeitamente, e seria terrível ter de abdicar de uma delas.
Eu não sei quanto tempo fiquei escrevendo, mas já estava escuro quando eu fechei o caderno. Entrei no Twitter. Fiquei mais ou menos uma hora rindo da Demi e suas mensagens, mas na verdade não tinha nada pra fazer e eu não estava com fome.
Lembrei que faltavam apenas uma semana para o FJM. Nossa. Como o tempo passa rápido. Dali três dias eu estaria em um avião para New Jersey. Peguei o violão e comecei a tocar numa nota qualquer.
“Mofando em casa
Eu vejo a chuva cair
Tudo bem, não está chovendo
Mas minha criatividade está a se esvair.

Não sei o que fazer
Para a ansiedade parar
Só sei que não está chovendo
E o festival está para chegar, BOA NOITE, TEXAS!”
Que ótimo. O que me deu para aceitar cantar nesse festival? E quando todo mundo vir que eu não tenho talento nenhum? EU VOU CANTAR NA FRENTE DE METADE DO MUNDO! Dava para ser mais assustador? E o pior é que eu ia ser a surpresa do espetáculo. Ninguém sabia que eu ia cantar, a não ser a equipe do show, papai, mamãe e os meninos. E se ninguém gostasse e todo mundo fosse embora? Eu vi as especulações sobre a participação de um artista surpresa na internet. As pessoas estavam esperando que fosse a Jordin Sparks ou a Miley Cyrus. E quando todo mundo descobrisse que era só eu? O que eu ia fazer?
Eu não sei por que aconteceu, mas eu simplesmente não pude evitar. Lágrimas de medo escorreram pelo meu rosto. Eu sei que é ridículo chorar, mas é só uma coisa que faço quando estou desesperada. Eu tinha um mau pressentimento sobre o que estava por vir.
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